A associação avaliou as conquistas de 2014 por seus esforços na disseminação da remanufatura e nas áreas de legislação, governo e sustentabilidade. Para 2015, os fabricantes apostam no produto remanufaturado como solução para algumas indústrias, com maior diversificação das opções de peças a custos reduzidos e qualidade certificada.

A ANRAP, Associação Nacional dos Remanufaturadores de Autopeças, fez um um balanço sobre sua atuação no último ano nas esferas de disseminação do conceito da remanufatura e nas áreas de legislação, governo e sustentabilidade. Ao mesmo tempo, avaliou que seu maior desafio para 2015 será a logística reversa. Segundo a ANRAP, cada vez mais, será preciso conscientizar o usuário a retornar a peça usada (casco) – considerada a matéria prima do processo de remanufatura – ao seu fabricante original.

Para Jefferson Germano, presidente e membro da ANRAP e gerente de aftermarket da Knorr-Bremse para o Brasil e América Latina, 2014 foi um ano diferenciado para as ações de disseminação do conceito. “Conseguimos levar o conceito da remanufatura para um número muito maior de pessoas, apostando na massificação da comunicação com o mercado”. Para isso, a associação firmou parceria com a Maxxi Training, distribuidor do Conhecimento do Grupo DPaschoal, para viabilizar participações em Feiras do Conhecimento em diversas regiões do país. Em 2014, a Maxxi Training promoveu treinamentos para cerca de 25 mil profissionais certificados no mercado.

Em legislação e governo, a ANRAP foi uma das incentivadoras do processo de promulgação da norma 16.290 da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. A nova norma para bens reprocessados define os produtos em três categorias distintas: remanufaturados, recondicionados e reparados. “Havia uma grande lacuna no mercado sobre a definição dos processos de reconstituição para os produtos usados. A partir do momento que o produto encerra sua vida útil, o usuário precisa estar ciente dos meios que podem reconstruí-lo, quais as tecnologias e responsabilidades ambientais inseridas nos processos. A nova norma tem o objetivo de esclarecer cada um desses processos”, comentou Jefferson.

Com relação à sustentabilidade, Germano destacou que a ANRAP ganhou visibilidade global ao ser convidada por uma entidade semelhante internacional para expor suas experiências em responsabilidade ambiental. “Hoje, outras associações globais também tratam com seriedade a recuperação de peças usadas (casco), reinserindo-as no processo produtivo (remanufatura) e destinando corretamente no meio ambiente eventuais resíduos não mais utilizáveis”, completou.

A ANRAP acredita que 2015 será um ano difícil para a economia do país, mas com oportunidades para o aftermarket. “Acreditamos que para a remanufatura será um bom ano, porque o produto remanufaturado acaba sendo a opção mais econômica e confiável para o mercado. Isto significa que o produto remanufaturado certamente será a solução para algumas indústrias, por ser mais barato que um produto no novo em um ano de recessão econômica”, disse.

Em 2014, o mercado de produtos remanufaturados cresceu cerca de 15%, de acordo com a ANRAP. Isto porque, segundo Jefferson, o conceito do produto remanufaturado está mais disseminado junto ao consumidor final. A associação prevê que neste ano, o consumidor assimilará ainda mais os benefícios do produto. “Para 2015, apostamos na maior diversificação do número de ofertas de produtos remanufaturados, cerca de 20%. Os usuários terão mais opções de peças com custos reduzidos e qualidade certificada”, finalizou.

Publicado por www.anrap.org.br

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