O mercado automotivo brasileiro, um dos maiores da América Latina, ainda sofre os impactos da retração econômica que se iniciou em 2014 e desencadeou num lento crescimento do setor, além de altas taxas inflacionárias. Em meio à retração, empresas associadas à ANRAP (Associação Nacional dos Fabricantes de Autopeças) apoiam iniciativas de reaproveitamento, reciclagem e reuso de recursos na cadeia de produção de peças. A disseminação do conceito da remanufatura é considerada o maior ganho da ANRAP, ao longo de sua existência.

O setor brasileiro de peças remanufaturadas cresce, anualmente, a uma média de 10% – segundo a ANRAP. Apoiando esta expansão, fabricantes investem continuamente na modernização de suas plantas industriais para aumentar a diversidade de produtos remanufaturados oferecidos ao mercado.

No mundo, os remanufaturados correspondem a 16% do mercado pós-venda. No entanto, a participação no Brasil é de apenas 6%. Na América do Norte, região com perfil de consumo parecido com o do Brasil, essa participação chega a 20%. A ANRAP estima que o mercado de produtos remanufaturados atinja um percentual semelhante no Brasil até 2020. Mundialmente, mais de 110 indústrias reciclam produtos, incluindo o setor automotivo; equipamentos elétricos, médicos e de comunicação; e outros.

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