Dentre os desafios enfrentados pelos fabricantes de autopeças está o combate à pirataria. Atualmente, 40% das peças que são comercializadas no mercado de reposição são de turbos falsificados, de acordo com a BorgWarner.

O uso de peças sem procedência aumenta os gastos com o veículo e também diminui a sua durabilidade. Se um caminhão rodasse cerca de 150 mil quilômetros em um ano, o valor adicional pago com combustível poderia chegar a R$ 90 mil.

Mercado de remanufatura em expansão

O setor brasileiro de remanufatura deve crescer muito nos próximos anos. As fabricantes de autopeças associadas à ANRAP têm investido em novas tecnologias e expansão de portfólio, para disponibilizar um número maior de peças remanufaturadas ao mercado.

Recentemente, a BorgWarner anunciou que tem dobrado a sua produção nos últimos anos e, hoje, oferece um portfólio de mais de 250 produtos. A fabricante é capaz de recuperar mais de 30 mil turbos usados anualmente e a meta é continuar crescendo.

Peças usadas são matéria-prima da remanufatura

Juntas, as fabricantes unem forças para disseminar o conceito do produto remanufaturado no mercado, destacando seus benefícios para usuários de veículos e frotistas. Também ressaltam a importância da remanufatura como medida para ajudar a preservar o meio ambiente. Até mesmo com relação ao custo, é possível economizar em média 30% com a aquisição de uma peça remanufaturada, quando comparado ao custo de um produto novo semelhante.

É essencial que o consumidor esteja ciente do melhor momento para fazer a troca da peça usada. Uma vez substituída, é recomendado retornar o casco para o seu fabricante original, pois é esta peça usada que será utilizada como matéria-prima para o processo de remanufatura.

Fonte: Revista O Carreteiro

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