Durante workshop e debate de fabricantes promovidos em Campinas (22/07), a ANRAP destacou que a remanufatura de produtos é tendência mundial, contribuindo para a manutenção automotiva segura e sustentabilidade global.

A ANRAP, Associação Nacional dos Remanufaturadores de Autopeças, promoveu (22/07) mais uma edição do Workshop: “Remanufaturados, A Vez do Brasil” na UNISAL em Campinas(SP). No encontro, fabricantes destacaram que a remanufatura de produtos é uma tendência mundial, essencial para a reparação automotiva de qualidade e a sustentabilidade global.

O evento reuniu frotistas, mecânicos e profissionais do setor. Participantes enfatizaram a necessidade da responsabilidade ambiental em todo o ciclo, desde a fabricação até a execução de serviços, visando o descarte adequado de materiais não mais utilizáveis. Muitas oficinas e frotistas comentaram que já separam o material reciclável, em suas tarefas diárias. Além disso, apontaram que fatores como confiabilidade e procedência são fundamentais na escolha do componente a ser aplicado na manutenção, a fim de garantir qualidade superior no reparo e transparência no relacionamento com o cliente ou usuário.

Segundo Jefferson Germano, presidente e membro da ANRAP e gerente de aftermarket da Knorr-Bremse para o Brasil e América Latina, a remanufatura é uma opção para quem busca por um produto de credibilidade e procedência. O produto remanufaturado possui rastreabilidade, o que inclui todos os seus dados de fabricação. Adicionalmente, a peça remanufaturada volta para o mercado com a mesma garantia do produto novo. “No Brasil, a remanufatura de produtos começou há cerca de 20 anos. Neste ano, comemoramos duas décadas de fundação e trabalhos intensos para disseminar o conceito da remanufatura no nosso país. Hoje, a disponibilidade de produtos remanufaturados é grande, no entanto, vemos que o mercado ainda sofre com a falta de conhecimento”, disse Germano. “Todos nós, fabricantes e associados à ANRAP, realizamos o processo de remanufatura em nossas instalações em conformidade com as normas de preservação ambiental. Cada vez mais o fabricante tem a responsabilidade da correta destinação dos resíduos que produz”, completou.

Jefferson lembrou as dificuldades enfrentadas pelos fabricantes na logística reversa, como a bitributação de impostos e a necessidade da devolução de peças usadas em bom estado de conservação – já que o casco ou peça usada é a matéria-prima do processo de remanufatura. “O cuidado com a peça usada deve ser o mesmo de um produto novo. O simples fato do aplicador ou mecânico manusear com cuidado a peça usada, nos ajuda a aumentar o volume e obter matérias-primas em bom estado de conservação para viabilizar a remanufatura”, destacou Jefferson.

Segundo a ANRAP, ano a ano, a frota circulante no Brasil está mais moderna, com novas tecnologias. Novas tecnologias exigem mais conhecimento. Por isso, só o fabricante que detém este conhecimento é capaz de realizar o processo de remanufatura, assegurando que os itens danificados sejam reconstituídos e substituídos por novos, contemplando todas essas atualizações, garantia e procedência.

Publicado por www.anrap.org.br

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