A ANRAP, Associação Nacional dos Remanufaturadores de Autopeças, foi criada há mais de duas décadas para atuar, sem fins lucrativos, na disseminação do conceito da remanufatura no mercado. Todas as suas ações são fundamentadas em três pilares. Conheça, a seguir, como funciona cada um deles:

  • Comunicação com o Mercado, busca difundir o conceito e os benefícios da remanufatura para a manutenção automotiva de qualidade. Juntos, os fabricantes conseguem levar o conceito da remanufatura para um número muito maior de pessoas, apostando na massificação da comunicação com o mercado.
  • Comunicação com o Governo, conta com o Sindipeças como parceiro da ANRAP para assuntos ligados à legislação e governo. A ANRAP também mantém parcerias com outras associações e sindicatos da indústria, para incentivar a troca de informações sobre tendências do setor e leis governamentais. No âmbito da legislação e governo, a ANRAP foi uma das incentivadoras do processo de promulgação da norma 16.290 da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. A nova norma para bens reprocessados define os produtos em três categorias distintas: remanufaturados, recondicionados e reparados. O objetivo é esclarecer cada uma delas. Segundo as fábricas associadas à ANRAP, o usuário precisa estar ciente dos meios que podem reconstruir uma peça usada, quais as tecnologias e responsabilidades ambientais inseridas nesses processos.
  • Logística Reversa, procura implementar ações de responsabilidade ambiental que promovam a conscientização sobre a importância da devolução da peça usada ao seu fabricante de origem, além do descarte responsável de resíduos não mais utilizáveis e a recuperação de matérias-primas durante o processo da remanufatura. Segundo um levantamento da ANRAP, as dez associadas recuperam uma média de 2,6 mil toneladas de matérias-primas anualmente, entre alumínio e ferro. Ainda no âmbito da sustentabilidade, a remanufatura de produtos colabora para diminuir o consumo de energia, água e emissão de gás de efeito estufa. Mundialmente, mais de 110 indústrias reciclam produtos, incluindo o setor automotivo; equipamentos elétricos, médicos e de comunicação; entre outros. Cada vez mais, as empresas precisam estar conscientes de que é preciso produzir com menos desperdício, realizar processos industriais que preveem o descarte reciclável e, principalmente, projetar inovações sustentáveis.
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